O Museu do Agora

.

Um cálice cheio de gritos
entorpece todo o povo.
Nas reinvenções dos mitos
num sempre de novo

para meus queridos malditos
 
Afoga-me em preces, pedidos e prestações.
Atraído por novos bens empacotados e vendidos 
Consumo-me em vitrines de ilusões
junto ao meu reflexo inserido

num mundo de concreto

abstraído, olho pra um amanhã
de almas elétricas sobre o novo tombado,
ao tempo de visitarmos o museu do agora.

Por Leonardo Miranda 
Agosto de 2011
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