Porque “não se preocupe com dinheiro, apenas viaje” é o pior conselho de todos os tempos
Cristiani Dias
50074

A autora foi muito consciente e realista ao exprimir sua idéia. Ela atenta para a realidade do mundo sem no entanto negar a experiência de viagem para quem pode. Eu particularmente venho sentindo que a maior viagem que um ser humano pode fazer é para o seu interior. E isso pode ser feito em um parque, com um livro antigo, com um diálogo sincero ouexperiências do tipo. Mesmo ao redigir um texto, compor uma música ou equacionar uma realidade podemos estar realizando uma viagem (interior) tão transformadora que faz tudo externo e distante parecer apenas uma ilusão. Mas poucos tem capacidade de se conectarem com seu interior (Deus imanente) e viajarem — ou melhor, praticar autoconhecimento.

Segundo o que tudo indica, Jesus, o Cristo, dos 12 aos 30 anos, permaneceu na Galileia trabalhando de dia como carpinteiro e entrando em contato com sua divindade à noite, ora subindo aos montes, ora percorrendo os desertos. Ele via a Realidade Total (o Eterno e o Infinito), alimentando a alma de algo tão simples. Muitos estudiosos criaram teorias a respeito desses 18 anos antes de sua atividade pública, teorizando que Cristo foi ao Oriente e à Africa, criando histórias de viagens longínquas e longas.

A sublimação espiritual independe de viagens externas. Estas podem ajudar, mas não são o único meio de libertação.

Quem mais cresce realisticamente, de forma sólida, viaja pouco mas sente muito. Extrai significado das teorias ensinadas e aprendidas, do sorriso das crianças, do sofrimento dos pobres (por faltas mortíferas) e ricos (por excessos viciantes), do transformismo que rege o mundo infra-humano, humano e supra-humano.

O mundo só irá se resolver com a visão de que as diferenças não são antagônicas, mas sim complementares.

Como a autora ressalta, passar uma idéia relativa como algo universal é perigoso, pois não considera a realidade das diversidades.

A maior viagem é metafísica. ;)

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