Museum of Me proporciona uma imersão digital nas redes sociais

Leonardo Pratt
Jun 3 · 2 min read

Por Leonardo Pratt, Carolina Faita e Ctrl PUC

A partir de posts compartilhados pelo usuário nas mídias sociais, a instalação cria e projeta o DNA digital em telas de LCD instalados dentro de um cubo imersivo. As fotos são acompanhadas de sons, hashtags e leitura de legendas, mostrando a combinação de cores, textos e imagens coletadas das redes sociais.

A proposta acontece em uma sala inicialmente escura e silenciosa. O som e as imagens chegam de maneira gradativa. De repente, os monitores são despertados em uma explosão de fotos, acompanhadas por som. As fotos formam uma colagem caleidoscópica abstrata e então, surgem legendas que correspondem ao conteúdo compartilhado. O computador passar a ler e processar suas memórias em imagens, palavras e gráficos.

São palavras familiares, registradas pelo próprio usuário nas redes sociais. As fotos se tornam gradativamente mais reconhecíveis e começam a ser descritas em legendas. O computador passar a ler e processar suas memórias, em imagens, palavras e gráficos. Quando acaba e todas as telas se apagam, deixando apenas o som de uma respiração rápida e ansiosa, fica a sensação de que poderia ter sido um sonho.

Segundo Felipe Reif, em uma entrevista ao site Casa e Jardim, e um dos responsáveis pelo projeto, a tecnologia transforma a sociedade e a forma como ela vive. “A história verá essa próxima década como a década onde as experiências digitais deixaram as telas dos celulares e computadores e adquiriram escalas de arquitetura. Acreditamos que vamos ver uma variedade de experiências digitais em escala humana e é aí que exploramos o Museum of Me, conta.

A exposição explora a relação emocional que a maioria dos usuários possuem com as redes sociais, que fica nítida após os minutos imersos em seu mundo digital. A exposição não causa medo, mas um estranhamento no visitante ao ver suas publicações expostas, ao olhar para baixo e ver uma infinidade de suas memórias em várias dimensões do espelho.

A obra foi desenvolvida pela CACTUS, que já criou outras experiências artístico-tecnológicas imersivas exibidas em Nova York, Hong Kong e nos Jogos Olímpicos. A exposição foi exibida entre os dias 26 de abril e 20 de maio, no saguão do Edifício Banco do Brasil, em São Paulo.

Carolina e Leonardo visitaram a exposição no dia 13 de maio e registraram todas as imagens publicadas no vídeo.