Força do habito

Este texto é sobre a aula (1–2) de Informatica da educação, com o tema:

Qual o papel do Professor de Computação na Educação Básica?

Qual é a chave para sobreviver?

Resposta: Resolver problemas!

Faltou água? Como arrumar, faltou comida como conseguir mais? Doenças, curas, buscas, soluções!

A natureza humana é voltada a buscar soluções aos problemas que vão surgindo, porém com o tempo os problemas de sobrevivência em grande parte foram amenizados e com isso surgiu novos problemas, mas nem sempre urgente, com isso o comodismo faz o humano deixar de lado sua natureza que busca sempre e “ir levando”!

Juntamente com a evolução tecnológica, foram se especializando em uma profissão e não mais solucionando problemas novos e sim re-solucionando os existentes diversas vezes, ou poucos novos com uma só especialização.

Então quem deveria resolver problemas novos?

Será que é só para isso que existem cientistas, pesquisadores e universidades?

Quem teria maior capacidade de resolver estes problemas, quem convive com eles, quem irá precisar supera-los, ou quem esta na universidade pesquisando?

E será que estamos então preparando nossos jovens para resolver problemas? Ou para seguir um modelo de solução pré-definido? Ou seja, estamos os ensinando a pensar ou podando sua criatividade para que em um futuro mercado de trabalho cobremos dele a criatividade que podamos?

Bem, neste meio termo entre local de trabalho, universidade, resolução de problemas e ensino básico. Existe uma ligação?

Sim, existe, a licenciatura em computação! A computação foi feita para resolver problemas, e de qualquer área! E a computação caro leitor, não é só o computador, a programação, os programas! Existe todo um estudo e logica por trás que da para ser aplicada e não só isso, o treino destas aumenta a capacidade de ver soluções para problemas que poucos as vezes imaginam que existam.

Então vem a questão que é a base deste texto, em uma escola (brasileira), onde já tem tantas matérias, tantos professores, ainda tem diretoria, além de ter o ambiente externo, o pessoal da limpeza, merenda etc. Teria lugar para mais um professor? E o que ele ensinaria? A fazer programas?

Segundo Cipriano Luckesi, um estudioso da área de avaliação da aprendizagem, uma das bases para o ensino, diz que a educação tem que ser um ato amoroso, ou seja, deve ter um acompanhamento próximo ao aluno, o aluno se sentir confiante no que faz e confortável com a sua aprendizagem! Eu não vejo como um aluno com tantas matérias teria como se sentir confortável com elas, da forma que está.

Existem outras visões como a de Pedro Demo que é mais simplista e apoia ferramentas como o modelo de prova como avaliação, porém algo me chama atenção em um vídeo do mesmo:

A pesquisa, a autonomia do aluno existe no modelo atual de sala de aula? 
Será que passar trabalho para casa é realmente uma pesquisa?

E finalmente, se humanos em formação seguem modelos! Como em uma sala de aula centrada em um ser único em uma individualidade, trabalhar o coletivo? Levando em conta essa individualidade de cada matéria! Matemática é um professor, português outro professor… individuais, não existe uma interação!

E é ai que creio que deva atuar o Professor de computação! E veja que Demo no vídeo, fala também de tecnologia! O professor de computação não precisa de uma sala, uma matéria! Ele tem a capacidade de fazer as “pontes” entre os conhecimentos e entre os professores, para que o próprio aluno veja o o trabalho em equipe! E com isso já temos um material inicial instigador de investigação do aluno! A compreensão do aluno de um todo é o importante neste âmbito, além de não perder a individualidade de cada um! Como assim? Se o aluno gostar mais de matemática, e ver que da para aprender outras matérias e que matemática estar nelas ele vai se interessar em todas, e tudo isso solucionando problemas!

O aluno já do ensino básico pode ver problemas em sua casa e trazer a sala de aula, e ele solucionar! Mas e se um problema de tubulação da casa? Ele irá solucionar? Não necessariamente, mas poderá ser discutido fluxo de água na tubulação, não será que poderia ter um aplicativo para facilitar descobrir qual tubo serve para cada fluxo de água?

No fim, trouxe mais perguntas que respostas, né? Bem, é por que ainda tem formações deste mundo! Pioneiros!

(No vídeo no minuto +- 11, ele trás o que já acabei de dizer acima, a problematização. )

Você falou tudo, mas não respondeu o papel do professor de computação! Ele seria um link entre tudo e todos. E daria suporte aos professores e alunos. Poxa, mas é muito trabalho, mas é o mais divertido! Será que ele não teria um poder maior de ver por que um aluno tem mais facilidade em tal matéria e menos em outra tendo estes contatos? E claro todo o suporte de tecnologia computacional ele teria a capacidade, desde computação desplugada (usar a computação para ensinar sem usar aparelhos eletrônicos) até sites, e claro sempre incentivando os alunos a fazer e ele orientando!

De vista o Brasil, existe ações as quais confirmam o que trago neste texto em âmbito nacional? Em parte sim, se for só considerar o visto sobre computação no documento: Base nacional comum curricular ela trás sempre “culturas digitais e computação” como um tema transversal integrador ou seja que tem o link entre os outros temas além de trazer a uma palavra chave: interdisciplinar!

“A segunda forma de integração concerne à presença, na BNCC, dos chamados temas integradores, a seguir enumerados em ordem alfabética e acompanhados das siglas que os identificam nos objetivos 495 de aprendizagem e desenvolvimento: 1) Economia, educação financeira e sustentabilidade [ES]; 2) Culturas africanas e indígenas [CIA]; 3) Culturas digitais e computação [CD]; 4) Direitos humanos e cidadania [DHC]; 5) Educação ambiental [EA]. Ao mesmo tempo em que esses temas expressam compromissos formativos centrais, percebe-se que cada um deles, por atravessar vários componentes curriculares e objetivos de aprendizagem do Ensino Médio, presta-se muito bem à efetivação de ações integradoras.”
Base nacional comum curricular pagina 495

Quando vejo a lista os componentes integradores eu percebo que só a cultura digital e computação passeia inclusive por todos outros componentes integradores!

Então o documento por si reforça o que foi dito sobre a computação nas escolas, mas ele vem levantar questões importantes, o nivelamento não excluirá a regionalidade? Mesmo nele dizendo que os professores podem pontuar a regionalidade, será que irá mesmo funcionar? A sim, e por fim, eu creio que a base nacional comum curricular irá potencializar e muito o profissional licenciando em computação nas escolas, já que um dos motivos deste nivelamento é conseguir aplicar politica publica unica de ensino nacional juntamente com empresas que devem vender estes planos, e muitas tem já seus planos de ensino online e individuais ou seja “automático” “digitais” “formatados”, e quem programa e pensa neste programa e conseguiria aplicar ele através de diversas matérias mesmo em uma escola sem o acesso a internet por exemplo?

E para você, após todo este lido, seria necessário um professor de computação na escola? Ou (como no vídeo diz) continuamos nesta rotina medíocre? E o Brasil está no caminho certo?

Ao meu ver, no fim de tudo, creio que toda a ação para melhorar seja bem vinda, porém deve-se aplicar e ver resultados e melhorar novamente e ver resultados e melhorar… para que assim cheguemos ao que realmente queremos!