O Último café

Leonardo Luiz Urbanek
Nov 2 · 1 min read

O coração agora na boca, não mais no peito, reclama por desconhecer o que virá. A mente, cercada por incertezas mórbidas e depredantes, ridiculariza o sentimento, e afirma ceticidade sobre as valias de sofrer por amar. Ela, quando percebe que sua influência não mais surte efeito, não mede esforços para que o sentimento se torne mais doloroso que já é. Ela remói, não esquece de nada. Então o sentimento puro vira sina e aniquila o hospedeiro, que implora para não sentir mais nada. Ele tenta de tudo, qualquer coisa que o tire da realidade torna-se alternativa, a lucidez aos poucos torna-se artigo de luxo.

    Leonardo Luiz Urbanek

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