Das revoluções

Trecho do livro O Século das Luzes, de Alejo Carpentier


Em espanhol, edição Bruguera, 1980

Hablar de revoluciones, imaginar revoluciones, situarse mentalmente en el seno de una revolución, es hacerse un poco dueño del mundo. Quienes hablan de una revolución se ven llevados a hacerla. Es tan evidente que tal cual privilegio debe ser abolido, que se procede a abolirlo; es tan cierto que tal opresión es odiosa, que se dictan medidas contra ella; es tan claro que tal personaje es un miserable, que se le condena a muerte por unanimidad. Y, una vez saneado el terreno, se procede a edificar la Ciudad del Futuro.

Minha tradução

Falar de revoluções, imaginar revoluções, situar-se mentalmente no seio de uma revolução, é tornar-se um pouco dono do mundo. Aqueles que falam de uma revolução se veem levados a fazê-la. É tão evidente que tal qual o privilégio deve ser abolido, que se procede a aboli-lo; é tão certo que tal opressão é odiosa, que se ditam medidas contra ela; é tão claro que tal personagem é um miserável, que se lhe condena a morte por unanimidade. E, uma vez saneado o terreno, começa-se a erguer a Cidade do Futuro.