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Te venderam uma mentira.

E você continua pagando a prestação.

Eu odeio a palavra equilíbrio.

A ideia de um lago estático, sem ondas, me incomoda profundamente. Minha reação é sempre procurar a primeira pedra.

A teoria do caos prova que equilíbrio é uma ilusão. Nossos planos são como uma loja de cristais e a vida é o elefante.

Shit happens.

Força, foco e fé podem te ajudar mas não vão garantir nada. Pior, podem gerar ainda mais frustração e um imenso senso de injustiça: “Porque não deu certo se eu fiz tudo certo?”.

Aprender a viver é aprender a navegar a vida.

É sofrer as consequências de quem atirou a pedra no lago e às vezes ser a pessoa quem atirou a pedra.

É entender que a jornada é o destino.

Pensa comigo. Ao escolher/identificar o seu Norte, você estará escolhendo um trajeto. E é esse trajeto que fará parte da sua vida. Essa será a sua vida. É lá que você passará a maior parte do tempo.

Por exemplo, pra chegar ao cume do Everest você gasta em média 40 dias. Isso sem falar nos anos de preparação. No cume você só fica 15 minutos. Usando como base a mesma analogia, você passará 76 anos da sua vida para chegar lá e ficará somente 7 dias no topo.

Mas e se você não chegar no topo? Foda-se. A jornada por si só é incrível. Você é um idiota se você achar que fracassou (e muitos acham).

Quantas atrizes nunca ganharam prêmio algum mas viveram vidas incríveis (para elas) e morreram sorrindo? Várias. Quantos músicos, fotógrafos, designers…

É a jornada que importa. O Norte é só uma desculpa.

E como navegar para chegar lá (ou não)? Não há resposta certa ou única. No meu caso eu costumo trabalhar em cima de três itens que considero essenciais: Clareza, coragem e estratégia.

A clareza é fruto do auto-conhecimento. É identificar o seu Norte real, e não aquele que disseram que tinha que ser seu (sociedade, família, amigos, etc).

A coragem é fruto da raiva e da frustração e de tomar vergonha na cara (mesmo). É se olhar no espelho e ficar puto. É ligar o fodasse e tacar a pedra (mesmo com medo).

A estratégia é fruto de você usar o seu cérebro. É entender que não adianta você olhar no espelho e repetir pra você mesmo (feito um idiota) que você é um vencedor. É estudar, olhar o mercado e precificar. É montar um plano de ação que você consiga realizar. É gastar tempo naquilo que é mais importante e não naquilo que é mais urgente.

Sendo bem honesto esse post é um desabafo. Nos venderam uma ideia de sucesso e realização que é utópica. As redes sociais consomem nosso tempo e nossa alma. A publicidade nos ensina que nos falta tudo e que por isso somos incompletos.

Sendo que você, querido leitor e leitora, já tem tudo que precisa para viver. Inclusive a pedra.

Leo Rapini
leo [@] coachingcriativos.com.br