A internetização das coisas

Ou como o mundo se hibridiza

Assisti a uma palestra sobre o Medium e me peguei pensando nisso, assim como estou pensando nesse assunto desde que comecei meu trabalho de conclusão. É incrível a força da internet, não é mesmo? Acho quase inacreditável que algo que surgiu há, sei lá, uns 20 anos na nossa vida ter tomado conta de tudo, de nossas relações interpessoais, relações de consumo de mídia e até consumos capitalistas.

Não é estranho parar pra pensar que, há uns dez anos — talvez até menos — consumíamos muita informação pela televisão, líamos jornal impresso e, hoje, encontramos isso nas redes sociais? Vemos canais no YouTube, seguimos os grandes jornais, acessamos seus portais (apesar de que esses acessos parecem um tanto quanto obsoletos, já que acessamos após os links aparecerem nas timelines). O mundo foi se adaptando à isso e continua a se adaptar cada dia mais.

Lembro que há uns anos atrás discutíamos se os livros impressos deixariam de existir por causa dos leitores digitais. Hoje, vemos os dois aí, firmes e fortes. Livrarias repletas de títulos, sejam elas virtuais ou físicas. Os jornais e revistas passam por isso ainda. Há consumo expressivo deles? Chega a ser estranho — pelo menos entre pessoas da minha geração — alguém dizer “nossa, li no jornal isso”. O mais comum é “nossa, apareceu tal notícia pra mim no face”, sem muitas vezes o site responsável nem ser tão relevante.

As informações e o consumo se tornaram seletos, cada dia mais a gente consome o que realmente nos interessa. O próprio Medium, este site aqui, tem isso. Procuramos pelas tags para encontrar assuntos de nosso interesse. E os demais assuntos, ficaram irrelevantes? É claro que não, eles tem seu próprio nicho. Vamos procurar só o que queremos ver. Talvez até deixemos passar algumas coisas que poderiam ser de suma importância por conta desses novos hábitos de consumo.

Cada um também pode criar sua opinião. Podemos comentar, interagir, trocar ideias, escrever ideias, publicar ideias. É estranho pensar nisso. Pra que conversar fora de casa quando temos na palma da nossa mão um método bem mais simples de conversação? Até consumindo outros produtos fazemos isso. Tudo migrou para o celular, ou está migrando. A televisão, por exemplo, hoje em dia tem que se adaptar as redes sociais. Tomando o MasterChef Brasil de case: olha a força do Twitter. São milhões de tweets durante o programa. São comentários, piadas, memes, críticas, conversas, torcidas. São programa já pensados em juntar os públicos, pegar quem assiste TV e quem já migrou para as novas telas.

Os formatos e meios se misturando é algo até surreal. Notícias que trazem os memes mais comentados da internet. Os meios de comunicação querendo conquistar os diferentes públicos. Os programas se adaptando, trazendo os públicos diferentes, é tudo muito estranho. Ainda estamos caminhando para isso, e ainda acho que a internet pode se tornar o Mal do Século 2.0, mas isso é assunto pra outra hora. Acho que agora vale a pena esse pensamento de tudo se juntando e como, hoje em dia é difícil separar e estar de fora de algum meio. Quem fica de fora, meus parabéns. Queria ter essa coragem, deve ser um grande desafio.

PS: Se tiverem erros de digitação, é porque foi feito pelo celular. A internet também tem o que aprender com a gente.
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