Autocompaixão

Na espera pelo médico eu continuo a dar scroll infinito na tela do celular, querendo notícias que chamem a atenção por mais de 3 minutos. Paro em uma notícia velha que vem como programática para mim, claro por causa do meu comportamento na internet e quão inteligente os algoritmos fizeram claro para os produtores de conteúdo e anunciantes que eu ainda preciso melhorar.

Eu prometi não escrever mais sobre ex, prometi mesmo? Enfim, talvez em minha cabeça eu tenha prometido. Mas a questão é que eu estava olha do a “internetê de nós todos” e veio uma chamada de outbrain com o tema: Pesquisadores descobrem o que pode ajudar a superar fim de relacionamentos https://super.abril.com.br/blog/como-pessoas-funcionam/ . Intrigada de como realmente se supera um mega pé na bunda e ser trocada pela antiga ex, ser chamada de puta pelo ex namorado e ele te pedir para você parar de correr atrás dele (homens podem nos surpreender né?! Mulheres também – “serumaninhos”), entrei no link – que se foda, eu vou ler essa matéria.

Dizem que é normal que quem levou o fora fique pior, é meio que uma coisa de que ficou algo inacabado, pois não foi a pessoa que concluiu aquilo. O sentimento demora a passar, o amor? Hum aí acho que também vai de pessoa para pessoa. Eu por exemplo, amo? Já não sei mais, não tenho raiva nem nada, acho que sou grata por ter aprendido a lidar com mais essa situação, ver que conceitos que eu tinha estavam certos, que há coisas que eu estou e deveria ter mudado. Mas a questão é que o amor se transformou, eu não consigo mais me lembrar do cara que um dia eu conheci, o sentimento bom de caraca eu amo esse cara não existe mais. Saber que ele está babando na ex, fazendo os ensaios fotográficos dela, frequentando a casa dela, e acredito que namorando com ela – isso transformou a visão de “perfeição” que eu tinha dele. Parei de me sentir coitada, injustiçada por ele não ter me amado e me dado chance de mudar.

E a matéria fala sobre disso, a Super Interessante mostra como a autocompaixão não deve ser confundida com o ato de se fazer de vítima e ficar se sentindo a “coitadinha” injustiçada da situação. Eles abordam como uma combinação de bondade para consigo mesmo (na medida certa) e a compreensão de que perdas e rompimentos acontecem com todo mundo.

Aceitação, aceitar que acontece o tempo inteiro. E comigo já era previsível, eu sempre soube que iria acabar sozinha, falava para ele – que insistia em brincar de me conquistar (conquistou e cansou) pelo fato de eu não querer me apegar. Eu aceitei e isso me ajudou muito, e vejo que foi ótimo esse rompimento, claro que bate uma bad ( o que a matéria aborda como normal até quase 1 ano de término – ufa hahahaha). Mas eu realmente aceitei que ele nunca me amou, e que o jogo que ele gostava era o de estar abaixo de alguém que ñ estava nem aí, como as ex da vida dele, como a atual. E daí aquele “amor” se transformou, eu sinto o vazio, mas não quero voltar com alguém que nunca se importou, que nada passou de uma brincadeira.

Me achava feia e pior que a ex, mas eu NÃO SOU. Eu não sou coitada porque não sou dançarina e modelo, não sou feia porque não tenho o corpo dela, eu tenho as minhas qualidades e ela tem as dela. Cada uma a sua maneira. Eu sou linda, e tenho um coração gigante, tenho sim autocompaixão para ver que eu posso ser feliz sozinha (apesar do meu novo boy da meditação – que vale outro texto), feliz mesmo. O “Vinícius” tirou algo de mim, algo que eu não consigo preencher, mas ele jogou em mim um monte de coisa que está se encaixando e me fazendo alguém melhor, foi só mudar minha postura com relação a mais essa experiência de vida.