Eu sou teu poema que nasceu morto

A infinidade numa galáxia distante

Quadro repetido de um autor qualquer

Poeira nesse piso sujo

Cinzas

Desespero

Não pertenço nem a parte mais fria do teu corpo

Não faço parte do teu roteiro

Não sei as falas de nenhum personagem

Você não me olha nem de soslaio no camarim

Mas eu me olho no espelho

Decadente

Atravessando um outro eu que finjo existir

Beirando a loucura

Engasgada no veneno

Em que eu deveria morrer

Mas era só você

Não sou teu cais

Não expulso teus demônios

Só excomungo sentimentos meus

Nua e

Descrente

Peço perdão para a minha alma maculada

Dela adoeço pela solidão que você carrega

E dela pereço

Levada pelos mesmos demônios

Que te atormentam

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.