O destilar do ser

Para aqueles que sorvem e transpiram.

Há uma beleza na troca. De olhares, de toques, de fluidos, na troca de tudo. 
A minha membrana semipermeável, constituída pelo medo de não ser, foi ficando porosa ao longo dos anos. Dos nossos anos. 
Emito vibrações de uma luz pulsante na experimentação do outro e isso me assusta. Não, não me assusta. Preocupa. 
Onde nada mais for eterno, quando nada mais for verdade, a osmose entre os seres destilados vai traçar a linha tênue entre a lucidez e a insanidade. 
Do que tenho medo, não sei. Na verdade, sei.
E por que trocar?
Somos líquido.

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