O que o intercâmbio têm me ensinado sobre marketing e afins.

Para muitos, sair da zona de conforto não é uma tarefa fácil. Mas particularmente, eu sempre desejei um dia viver este momento e felizmente, a oportunidade surgiu.
São chances que a vida nos dá para saber qual caminho queremos seguir. E muitas empresas enfrentam a mesma dificuldade: qual o momento certo de mudar? Em que momento devo investir? Devo repensar as minhas estratégias? Será que eu realmente conheço esse público? E até mesmo, como eu me comunico?
Dedicar este tempo para refletir é a lição mais valiosa que eu posso aprender com essa experiência.
Falar. Expressar-se através de palavras. Mas o quê dizer? Você tem prestado atenção em como sua empresa fala? A comunicação é tudo. Para mim, quem criou a frase: “Quem tem boca vai à Roma”, estava errado. Não, você não vai à lugar algum. Porque se você não souber se expressar ninguém vai te entender. E mesmo na Era Digital, com tantos aplicativos para nos ajudar (ou atrapalhar), eu ainda acredito no poder da comunicação humanizada. Vou dar um exemplo cômico: meu objetivo era chegar até a estação de trem mais próxima. Resolvi perguntar à um Irlandês. Abre parêntese para enfatizar, caso você não esteja familiarizado com o “accent” de um Irlandês, em duas palavras: é difícil. Fecha parêntese. E por mais que ele quisesse me ajudar e eu, na desesperada tentativa de entender, era quase impossível, pelo menos, naquele momento. Por fim, é claro, apelei para o GPS. Mas eu realmente queria me testar. A moral da história?
Falar é uma capacidade, comunicar-se é um aprendizado. E um aprendizado constante. Envolve mais que palavras. São gestos, sinais, expressões. Tudo isso é percebido na mensagem. Por isso eu sugiro: teste a sua empresa, a sua marca. Reflita. Ela realmente se expressa ou somente fala? O seu conteúdo é relevante para quem está ouvindo? Você compraria o que você diz sobre sua marca?
O intercâmbio me deu a oportunidade de enxergar muito além dos produtos e serviços com que já trabalhei anteriormente. Me fez enxergar que o quê interpretamos sobre algo está na experiência em que se é vivida. Você pode aprender um idioma se observar como ele é usado, pronunciado e gesticulado. É claro que é difícil, mas procure entender a essência e não somente as regras. Assim como o seu público e a forma que ele consome, as regras também podem mudar, mas quando entendemos o comportamento fica ainda mais simples adaptar a linguagem. Se pularmos esta etapa é como se simplesmente traduzíssemos a mensagem no Google. Quero dizer, você até pode ter algo similar, mas o resultado não será o mesmo. Haverão erros de “concordância”, se é que você me entende. Afinal, você sabe a diferença entre “to listen” e “to hear”? Comece por aqui. Procure ouvir e aprender com o seu público para aperfeiçoar seu produto, serviço, marca.
Sem dúvida a prática nos levará à fluência, mas não esqueça que sempre é preciso parar, observar e refletir: será que existe alguma palavra nova para aprender hoje?
