O que o intercâmbio têm me ensinado sobre marketing e afins.

Leticia Torres
Aug 22, 2017 · 3 min read

Para muitos, sair da zona de conforto não é uma tarefa fácil. Mas particularmente, eu sempre desejei um dia viver este momento e felizmente, a oportunidade surgiu.

São chances que a vida nos dá para saber qual caminho queremos seguir. E muitas empresas enfrentam a mesma dificuldade: qual o momento certo de mudar? Em que momento devo investir? Devo repensar as minhas estratégias? Será que eu realmente conheço esse público? E até mesmo, como eu me comunico?

Dedicar este tempo para refletir é a lição mais valiosa que eu posso aprender com essa experiência.

Falar. Expressar-se através de palavras. Mas o quê dizer? Você tem prestado atenção em como sua empresa fala? A comunicação é tudo. Para mim, quem criou a frase: “Quem tem boca vai à Roma”, estava errado. Não, você não vai à lugar algum. Porque se você não souber se expressar ninguém vai te entender. E mesmo na Era Digital, com tantos aplicativos para nos ajudar (ou atrapalhar), eu ainda acredito no poder da comunicação humanizada. Vou dar um exemplo cômico: meu objetivo era chegar até a estação de trem mais próxima. Resolvi perguntar à um Irlandês. Abre parêntese para enfatizar, caso você não esteja familiarizado com o “accent” de um Irlandês, em duas palavras: é difícil. Fecha parêntese. E por mais que ele quisesse me ajudar e eu, na desesperada tentativa de entender, era quase impossível, pelo menos, naquele momento. Por fim, é claro, apelei para o GPS. Mas eu realmente queria me testar. A moral da história?

Falar é uma capacidade, comunicar-se é um aprendizado. E um aprendizado constante. Envolve mais que palavras. São gestos, sinais, expressões. Tudo isso é percebido na mensagem. Por isso eu sugiro: teste a sua empresa, a sua marca. Reflita. Ela realmente se expressa ou somente fala? O seu conteúdo é relevante para quem está ouvindo? Você compraria o que você diz sobre sua marca?

O intercâmbio me deu a oportunidade de enxergar muito além dos produtos e serviços com que já trabalhei anteriormente. Me fez enxergar que o quê interpretamos sobre algo está na experiência em que se é vivida. Você pode aprender um idioma se observar como ele é usado, pronunciado e gesticulado. É claro que é difícil, mas procure entender a essência e não somente as regras. Assim como o seu público e a forma que ele consome, as regras também podem mudar, mas quando entendemos o comportamento fica ainda mais simples adaptar a linguagem. Se pularmos esta etapa é como se simplesmente traduzíssemos a mensagem no Google. Quero dizer, você até pode ter algo similar, mas o resultado não será o mesmo. Haverão erros de “concordância”, se é que você me entende. Afinal, você sabe a diferença entre “to listen” e “to hear”? Comece por aqui. Procure ouvir e aprender com o seu público para aperfeiçoar seu produto, serviço, marca.

Sem dúvida a prática nos levará à fluência, mas não esqueça que sempre é preciso parar, observar e refletir: será que existe alguma palavra nova para aprender hoje?

)
Welcome to a place where words matter. On Medium, smart voices and original ideas take center stage - with no ads in sight. Watch
Follow all the topics you care about, and we’ll deliver the best stories for you to your homepage and inbox. Explore
Get unlimited access to the best stories on Medium — and support writers while you’re at it. Just $5/month. Upgrade