Sobre consumir lentamente
Desde o Fordismo temos visto a necessidade da humanidade de acelerar crescendo a cada década. Isso passa também pelas revoluções industriais, que buscam sempre mais, sempre pressa, sem qualidade. Talvez a qualidade tenha sido deixada nos tempos onde quem reinava era o artesão. É mais ou menos essa linha que o movimento slow segue.
Se você não conhece o slow living posso dar uma breve explicação: é um movimento que visa cortar os excessos para uma qualidade de vida melhor. Isso pode ser bem desafiador quando vivemos em um regime capitalista e na era pós-digital (seguindo o raciocínio de Walter Longo).
O estilo de vida pode ser aplicado na forma que você consome roupas. Muitos de nós temos peças que não usamos a muito tempo e ainda cultivamos em nossos armários. Muitos de nós não fazem ideia do caminho que uma roupa fez, desde a produção do tecido até chegar na nossa sacola de compras. Muitos de nós consomem de forma desenfreada. Pois é, realmente deveríamos tentar viver o slow fashion.
Para desacelerar
- Comece se informando sobre marcas que usam trabalho escravo. Um aplicativo muito bom para auxiliar nessa pesquisa é o Moda Livre, criado pela ONG Repórter Brasil.
- Avalie suas compras: você compra mais do que precisa? Se sim, pare!
- Procure marcas da sua cidade, para apoiar a economia local.
- Se você ainda sente muita necessidade de compras roupas, procure brechós. Eles são a melhor forma de consumir sem movimentar o mercado, já que você compra uma roupa que já foi comprada.
- Mantenha apenas peças que você realmente usa no seu armário.
Para quem vive no capitalismo aderir ao slow fashion acaba sendo uma luta diária, já que a tentação de shoppings e propagandas às vezes fala muito mais alto, mas é preciso não desistir. Aos poucos vamos melhorando nossos próprios hábitos e, de certa forma, melhorando uma parte do mundo.
