O medo do desconhecido.

Ultimamente o que ela mais tem sentido é medo. Medo das coisas fugirem do controle, medo de dar errado. Tenta se concentrar na ideia de que a maior parte das coisas não está nas nossas mãos, passíveis de serem guiadas pelas pessoas. Mas o medo de relaxar e, nesse intervalo, tomar uma rasteira da vida — como se ela fosse essa força consciente movida pelo karma ou pela necessidade de fazer passar por experiências boas e ruins —está sempre presente. Está sensível e parece que o mundo tirou um tempo para tragédias e procura contribuir com isso. Pode ser. Ou pode ser que o mundo não tenha vontade própria, que a vida seja somente um punhado de reações químicas, a consciência, uma habilidade do cérebro que na hora da morte se apaga pra sempre. Em todo caso, mantenha a calma. Porque a única coisa que você tem é o agora. É isso o que ela vive repetindo a si mesma até entrar na cabeça. Uma hora vai.

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