TUMOR

Lentamente, fui me alastrando
Como um câncer, fui me alimentando
Suguei tudo que você levou anos para cultivar
Desejos, sonhos, lembranças e claro, os amores 
O seu estado é terminal, garoto.

Não fiz por mal. Me perdõe
Mas você me disse naquela noite
Que pequenas mentiras tornam-se grandes tumores
E preencherei seus buracos com músicas dedicadas a mim
Acredite, sentirá as notas de suas falácias
Em seu vazio cada vez mais alto ecoar
E com seu ego fodido, ciranda ou valsa,
Elas irão dançar.


Arte por: Emba.

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