créditos: eu.

sem título número trezentos e vinte e seis.

vivo em um constante inverno
no fundo de uma masmorra, 
na ponta de um abismo,
no topo do edifício mais alto da cidade,
na mais escura selva.

a lâmina que tenho em mãos é parte do meu corpo e
a dor já deixou de machucar ou
fazer chorar.
o sangue esfriou.

inúmeros casos com nicotina, álcool e pensamentos suicidas.

por fim eu concluo:
isso não é viver, menos ainda sobreviver,
isso não é nada
e nada não tem importância.

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