Tá ficando comum demais, ruim demais, chato demais… 
Os empresários do ramo seguem culpando e punindo as redações dos jornais, enquanto seguem de olhos vendados para os problemas de circulação, logística, comercial, ou quaisquer outros. O trunfo dessas empresas estará no conjunto da obra, e, arrisco dizer, principalmente, na qualidade da redação (que, afinal, é de onde saem as informações, reportagens, ou mesmo seleção — quando em forma de curadoria de conteúdo). Mas enquanto ainda tiver problemas comerciais, por exemplo, não adianta querer enxugar as redações. Aí, pra piorar a situação, mandam embora as peças erradas das redações. Enquanto o comercial segue sem competência para se adequar aos dias atuais.

Isso fora a falta de noção de como funciona e quem são as peças que fazem um jornal, na redação. Quanto dinheiro segue sendo colocado no lixo em profissionais irresponsáveis e/ou incompetentes? Deve ser mais barato ver o barco afundar do que arriscar movimentos bruscos (mais do que necessários em tempos de crise).

Hoje eu soube de mais um episódio bizarro. Aconteceu pois a pessoa errada está no cargo errado há quase 4 anos e ninguém, além dos subordinados, enxergam dessa forma, ou se dão conta. O gestor e os empresários sequer sabem quem é esse sujeito, o histórico dele e toda a sua capacidade de estar no cargo que está. Sequer sabem quantas irresponsabilidades esse sujeito já cometeu, prejudicando, em muito, a equipe que trabalha aos sábados e, consequentemente, a produção. Olha… Revolta é pouco.

Mas… Se um subordinado dá a cara a tapa com objetivo de ajudar, ainda é rotulado de chato, ou metido, porque, afinal, não é da alçada dele, etc…

Enfim, bora assistir o naufrágio pois, afinal de contas, parece que o destino está traçado e “ai” de quem ouse interferir, mesmo que seja com a melhor das intenções… O futuro só vai existir para as empresas que arriscarem agora, que se mexerem agora. Agora é a hora.

PS: Quando me formei, lá nos idos de 2004, vivíamos um grande momento. Era o início dessa coisa toda de mobile, de site, de portais se formando na internet, de empresas de comunicação criarem seus primeiros espaços na web… Por não sair da zona de conforto, perderam um timing importante. A coisa era para estar muito mais evoluída aqui no Brasil, onde consumimos tanta coisa da internet, seja pelo computador ou celular… Mas não fizeram direito. O potencial era imenso. Ainda é. Mas vejo que os manda-chuvas das áreas responsáveis são os mesmos daquela época.

O momento agora requer movimento de novo. É preciso sair da zona de conforto! É preciso arriscar, agir, fazer. A revolução mobile/digital passou. Agora é hora de correr contra o tempo perdido há quase dez anos. Quem continuar na zona de conforto vai desaparecer… Infelizmente.