Todos temos dias tristes…

Foto da autora.

Ou: por que não há nada de errado nisso.

Aqui vai o maior clichê de todos os tempos: ninguém é feliz o tempo todo.

Mas — e aposto que você também! — tenho a grande mania de achar que há mal nisso por que, ao contrário do que eu gostaria, meus dias ruins ultrapassam o número dos meus dias bons: aqueles em que estou alegrinha, animada, cheia de amor pra dar, com vontade mesmo de viver. E isso me deixa triste porque, afinal, vida a gente vai viver mesmo só uma vez. E não é justo ter essa grande dádiva nas mãos e deixar ela escorrer pelo ralo, certo?

Errado.

Pode não ser justo, mas é mais do que natural ser mais triste do que feliz. Porque a gente não faz sempre o que quer na hora que quer. Porque a quantidade de gente filha da puta que consegue acabar com o dia de qualquer um é enorme. Porque a gente não pode simplesmente largar tudo quando dá na telha. Porque viajar pelo mundo não é tão fácil assim. Porque enfiaram na nossa cabeça que a gente tem que ter um diploma e isso é um saco. E que tem que ser igual a modelo da propaganda e nós nunca vamos ser. E que é preciso ter um carro pra ser bem-sucedido e fodão quando nossa geração não tem dinheiro nem pra comer direito. E que não é ok não estar ok.

Sério. A gente tem que dar conta de ser alguém na vida e ainda estar bem. Mas como ser alguém quando a gente não sabe nem por onde começar?

Tem que ser muito sã pra ser feliz sempre. E (in)felizmente o que eu sou é louca.