O melhor conselho para 2018

Fotografia por Leandro Marques. Todos os direitos reservados.

Foi no dia 31 de dezembro que ele me ligou, de Londres, para comentar sobre um texto que havia enviado para ele. Conversamos bastante, entramos com profundidade em temas literários até então pouco explorados por mim.

Falamos das leituras, de Proust, Gabriel Garcia Marquez… Falamos dos diversos autores que poderiam me ajudar na nova jornada que se iniciava, de fato, na minha vida: a de escritor. Não espero me tornar um escritor profissional e nem viver disso. Mas espero poder passar para o papel aquilo que eu estou pensando ou construindo na minha imaginação.

O conselho dele foi muito simples:

Você é um cara com um senso de observação extremamente apurado. Consegue pegar jeitos das pessoas e reproduzi-los em uma imitação que é única! Traga essa tua habilidade de observação para o teu texto para torná-lo único, seu, totalmente autoral! E mais, escreva sempre! Todo dia, toda hora! Inclusive trabalhe isso em cima do seu livro!

Em tempo, para quem me conhece pouco, eu preciso explicar: nos tempos da escola e da faculdade eu desenvolvi uma habilidade ímpar em imitar as pessoas. Quando me perguntavam como “eu as imitava tão bem”, a resposta era muito simples: bastava identificar alguns jeitos muito peculiares (voz, gestos, atitudes) e caricaturá-los em uma imitação no tom de voz e de postura. Pronto, o neo-personagem estava criado e a imitação feita. É uma pena que as imitações que eu fazia restringiam-se à apenas ao meio em que eu convivia.

Voltando ao nosso bate papo. Escrevo hoje para manter a prática e seguir seu conselho. É dia 1 de janeiro e a hora já vai alta. Mas escrever é delicioso e eu preciso colocar no “papel” o que a minha mente produz. É a prática. E, como diz o ditado, a “prática leva a perfeição”.

Eu estendo o conselho que recebi aos meus leitores (poucos, mas espero que sejam muitos futuramente): escrevam. Escrevam mais. Observem mais. Tenham mais emoções ao invés de ter medo de senti-las. Uma vida sem emoção é uma vida sem graça. É uma quase-morte. Mas sobre isso eu falarei num outro texto. Fica pra depois.

Feliz 2018.