mudança

Destroços, restos… ou novas possibilidades. Saio de uma página, passo pra outra, algumas coisas precisam ficar pra trás. Percebo minha possessividade ao que é meu — metaforicamente meu, mas não meu de verdade. Nada temos. A não ser este eu que me assiste, que não sou eu, contudo, é mais um tipo de espectador de mim, o qual se surpreende com coisas banais, tão longínquas, tão inesperadas, e ainda assim, tão familiares.

Quem sou: uma res extensa que coabita com uma res cogitans sem rosto idealizado. Um tipo de forma submissa ao conteúdo, mas ao mesmo tempo muito sólida, muito consistente. Ainda estou parada na porta, no entanto… observando os carregadores levarem minhas coisas…

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