Luminária 1 Kiluz, 1996 Design de Valter Bahcivanji

Mestres do Design, tudo brazuca, mas nem tanto.

Espere aí, como assim “brazuca” mas nem tanto? É isso mesmo “folks”, a mistura e influências de quem esteve em nosso Brasil e agregou valores e histórias em nosso repertório, não está nem no gibi.

Podemos citar o arquiteto Lina Bo Bardi (ela se recusava o uso do título no substantivo feminino), italiana, foi uma das personagens que mais valorizou o desenho vernacular brasileiro, incorporando em suas peças muitas soluções que conheceu em suas pesquisas sobre os nossos costumes de construir/criar com o que está disponível a mãos.

Outra figura importantíssima nesse cenário foi Joaquim de Albuquerque Tenreiro, português, o pai era marceneiro, mudou se para cá, e tornou se um dos mestres em uso de madeiras nacionais, um verdadeiro artista com suas peças elegantes e com o uso racional dessa matéria prima, além disso, ele reviveu o uso da palhinha portuguesa em seu mobiliário adicionando esse elemento de sua cultura a sua lavra de produção.

Mas não é apenas o Design de mobiliário que foi influenciado, escritórios de design de produto estão inclusos nessa lista. Muitos arquitetos e profissionais do design industrial estudaram em instituições de referência em Design com toda a sua abrangência em países como Alemanha e Itália, carregando de volta para a nossa pátria os conhecimentos europeus, como conceitos e técnicas construtivas.

Mas é claro, que o nosso jeito de empreender e viabilizar as idéias predomina, o brasileiro conta com dificuldades para produção, distribuição e até mesmo a venda de conceito, e assim, a criatividade vence outra vez.

Temos o exemplo de Valter Bahcivanji, que não dispunha de capital financeiro para produção de seus produtos e optou por trabalhar com peças prontas de uso comum, como medidores de farinha usados em mercados, que evoluíram para luminárias, batizadas de 1 kiluz. Seu olhar estudado conseguiu outro prisma do objeto, porém, a dificuldade aliada a criatividade nativa foi o motor propulsor para solução encontrada.

Poderia discorrer textos e mais textos sobre o assunto, que é vasto, mas o que eu queria ressaltar aqui, que como nossa tradição de sermos multi -plurais culturalmente e apaixonantes por natureza (rs), refletem no nosso jeito de pensar, relacionar, produzir e viver Design.

Se interessou pelo assunto? Aqui segue a dica de um livro muito bacana da editora Senac:

Aliás é publicado na versão bilíngue, presente seu amigo que não fala nossa língua, mas ama a gente demais.

Por enquanto é só e semana que vem tem mais.

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