
A mentira, não é privilégio e nem foi inventada pelos políticos brasileiros. A mentira é uma regra mundial, os desenvolvedores do software “statcheck”, criado com objetivo de detectar erros em artigos científicos, esta tendo uma nova versão que pretende flagrar mentiras — mesmo em teses bem elaboradas.
Independente do objetivo, às vezes pura brincadeira, a mentira esta presente em 6 de cada 10 conversas. Esse dado é resultado do estudo feito por psicólogos da Universidade de Massachusetts, nos USA durante 15 anos.
As vezes dá pra pensar que é piada, afinal estudar mentiras por 15 anos! O fato é que os psicólogos descobriram que nesses quinze anos, o que mais mudou no comportamento, foi à rapidez como a mentira ganhou velocidade.
E como todos os modismos recentes tendem, a ganhar nomes, esse passou a se chamar “fake news.” Que é o novo nome da mentiras colocadas nas redes sociais que ganham rapidez e ares de verdade. Na medida em que seu amigo lhe manda uma informação, e você tendo ele como fonte confiável. Faz com que você retransmita a mentira avalizando uma fake news.
Até ai, a tentativa de ser “bem informando,” faz parte na natureza humana, mas quando entramos no terreno da ciência, aí a coisa fica — desculpem os politicamente corretos — fica realmente preta. Nos últimos anos graças às redes sociais e a troca de informação instantaneamente pelo mundo afora, pesquisas e resultados de estudos científicos tem sido desmascarado com muita frequência e rapidez.

A historia começo e 2015 quando a psicóloga Michèle Nuijten, e mais três colegas, publicaram um artigo na revista Nature, no qual apresentavam os resultados de um software desenhado para checar informações publicadas por universidade.
Com base em um algoritmo capaz de refazer contas e checar a veracidade de dados diversos, a ferramenta chamada de “statcheck” que ao fazer uma rápida varredura em materiais publicados entre 1985 a 2013 encontrou erros em 13% de 16.700 textos em muito pouco tempo.
A partir daí, a equipe resolveu investir nos estudos e declarou, “ nesse primeiro momento fabricamos um tipo de corretor para estatísticas que revisa erros, mas não aponta fraudes. Agora já esta funcionando, em teste, um programa para flagrar também dados fabricados, copias e outras praticas condenáveis no mundo cientifico.”
Essa busca por softwares, que corrijam cálculos de pesquisas, plagio de textos e outros afins, que já estão consumindo tempo e dinheiro dos gigantes do Vale do Silício como Google e Facebook, ambas preocupadíssimas em coibir a enxurrada de mentiras e falsos estudos sendo divulgados vias suas redes.

