deleite

perene

invisível

às vezes um gelado-morto

mesmo vivo

era ele

palpitando pelos poros

o silêncio-precipício

onde eu me arremesso

de olhos fechados

braços cruzados

numa queda macia

era ele

um corpo atravessado

sobre papéis amassados

e todas as palavras

indizíveis do mundo

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