À mulher que eles querem matar

Sabe que o monte de Vênus não é em Marte. Conduz à própria perdição, onde encontra as suas vontades dissimuladas e que eles querem queimar junto de suas carnes quentes e cheias de vida.
Dita as direções, sensações. Comanda simultaneamente como a dama e o cavalheiro em passos de dança. O balança mas não cai, leve, ritmado, ora compassado, ora acelerado, mas selvagem em sua força de ir e vir.
Quer pelo querer momentâneo. Sente, suspira, revira, e foge amanhã. Ata e desata seus nós.
Irrompe em anseios latentes, gigantes e que engolem os seus temores, e que revelam, e que permitem, e que libertam, e que queimam quem não está pronto para vê-la com destino à contramão.
Sorri como um convite de amor líquido e sem a capacidade de amar como eles querem que ela ame.
