Coleta de resíduos eletrônicos dá vida em Porto Alegre
Por: Liege dos Santos

Resíduos eletrônicos coletados na FIERGS em Porto Alegre
Porto Alegre gera 80,21 quilos de resíduos seletivos em 2017. Empresas vinculadas com instituições de Porto Alegre coletam e reciclam resíduos eletrônicos como exemplo o Colégio Marista, FIERGS, DMLU, ou seja, Porto Alegre só tem pontos de coleta e passam pra outras firmas.
Eletrônico não é lixo e sim resíduos eletrônicos “é todo aquele material que um dia foi algum bem de consumo, como por exemplo computador, impressora e todas as partes que compõem, o rádio, a televisão, tem a linha branca também dos eletrônicos que é máquina de lavar roupa, geladeira, fogão, tudo que tem componentes eletrônicos que hoje em dia é super comum, celulares e outros afins são resíduos eletrônicos” diz a coordenadora da Educação Ambiental do DMLU, Patrícia Russo.

O Colégio Marista Irmão Jaime preocupados com o meio ambiente trabalham com projetos de coleta de lixo eletrônico, no polo o projeto recondicionar as pessoas doam, entregam resíduos eletrônicos nos ecos pontos que ficam nos colégios Maristas e tem alguns outros que ficam em parceiros , “o parceiro liga, entra em contato, ah eu quero que vocês trazem uma gaiola do eco ponto pra deixar aqui na minha empresa, então esse eco ponto vai ficar ali, uns 15 dias, 10 dias e aí as pessoas vão levando esses resíduos eletrônicos” diz o assistente de comunicação do Cesmar, Leonardo Mayer.
Receberam em média de quilo por coleta, uns três mil 600 quilos, cinco mil, sete mil e 800 em 2014. São peças de computadores que não usam mais, carregadores de celulares, celulares, são resíduo eletro eletrônico, esses resíduos vão pro polo e são trabalhados nos pavilhões, chegam por gaiolas, o que não dá pra reaproveitar vem uma empresa parceira que recolhe esse resíduo e leva pra um outro destino, por exemplo placas de informáticas, que são inutilizadas, vão pra separar a placa do cobre, separar os outros materiais. “Recolhemos aproximadamente 20 toneladas se não me engano a gente costuma usar bem pouco desse material de 5 a 10% que a gente consegue usar, ou seja 90% do que a gente recolhe é pra ser descartado no lixo, ou é pra ser descartado por que já está muito danificado ou por que é já uma tecnologia ultrapassada que as vezes vem coisas que não funcionam , mas como já são bem antigo a gente não consegue mais usar” diz o assistente administrativo, Marcelo Benedtoo.
Os matérias são tudo de doação, doação de empresas, da policia civil, federal, tudo, apreensões, órgãos públicos, os resíduos que seriam estragados, inutilizados vira obra prima, eles recondicionam. “A media é de três computadores um funcionarem, então a gente não faz a reciclagem, separar da matéria, só o recondicionamento mesmo, daí o restante que não serve pra nós, pode servir pra robótica, área de eletrônica, programação de software também, então o material gira aqui dentro, fazer robôs , diz o educador de equipamento de informática, Allan Leal Quadros.
A FIERGS faz projetos pequenos sobre consciência do meio ambiente internamente, pros funcionários do condomínio que entram, “nós temos um manual do colaborador, onde a gente faz uma integração, mostrando os pontos de coletas, como fazer a coleta seletiva, nós temos também coletores de pilhas no sistema, pro pessoal trazer de casa e descartar, diz a assistente técnica, Daiana Pereira.
Como é o caso da funcionaria na separação do lixo orgânico e eletrônico “eu não separava o lixo antes de trabalhar aqui na FIERGS”, diz Rosa Maria de Oliveira.
Tais condutas são importantes para melhorar o meio ambiente, primeiro é buscar se informar como cidadão pra fazer essa coleta, essa agregação correta desse resíduo, porque esse resíduo pode voltar pro ciclo, então quando for destinar um resíduo final corretamente, colocar para reciclagem, vai voltar a ser um bem de consumo se não fazer essa disposição correta, o resíduo vai se perder e a gente vai pagar duas vezes pela coleta, pela compra do bem, que a gente vai comprar e além disso as nossas gerações futuras vão ficar sem esse minério, esse resíduo que hoje a gente utiliza muito.

Uma grande parceria com o Colégio Marista Irmão Jaime e o Hospital Criança Conceição fizeram um robô com resíduos eletrônicos para ajudar na recreação das crianças internadas nos ambientes hospitalares. “O polo Marista, o polo de tecnologia veio aqui e falou que queria ajudar a gente de alguma forma e aí eu abri a minha proposta do robô, era uma proposta que eu carregava a muito tempo, alguém que construísse um robô, com controle remoto pra que me ajudasse a chamar as crianças no quarto, o pessoal disse bom, somos capazes de fazer, então aí que nasceu a ideia” disse o coordenador da recreação terapêutica do Hospital Criança Conceição, Sérgio Dório.
O robô tem um sistema de som que falando pelo microfone o robô sai com a voz como se ele mesmo estivesse falando. Em Abril de 2017, os Maristas finalizaram e levaram o robô para o hospital. ”Estamos realmente sentindo que o lixo eletrônico é muito importante para todos, a coleta é essencial, todo o lixo do hospital é separado e tem uma parte que é só para resíduo eletrônico” diz Sérgio.
O caso que se consegue enxergar mais o impacto do robô na vida das crianças são aquelas que foram operadas, 80% das cirurgias são apêndices, elas ficam indefesas, não querem sair do leito e quando enxergam o robô perto delas, prontamente se levantam e se sentem motivadas.