Essa carreira é mesmo sua?

Imagine se você pudesse se assistir, como se fosse um filme, sua vida passando ao vivo na frente dos seus olhos.

Você pudesse passar o dia todo somente vendo, acompanhando: o que você faz, como se comporta, como conversa com as pessoas, como reage nas reuniões e nas interações, visse os trabalhos que faz e entrega, a forma como conduz cada atividade…

Olha ali, aquela pessoa na mesa, sentada, pensativa, semblante cansado…Pois é, é você.

Olhe mais de perto. Olhe nos olhos. Ouça os pensamentos. Sinta a alma, as vontades, as angústias, os anseios.

É você mesmo?

Ou aquela pessoa é somente um personagem, um falso você, criado, inventado, moldado para atender padrões, cumprir ordens, se encaixar numa sala, baia, área ou setor qualquer, só que não tem nada a ver com você?

Pare um instante e pense: como e porquê você foi parar ali?

Você planejou tudo isso, construiu uma carreira baseado nas suas preferências e necessidades, no que você sempre gostou de fazer?

Ou você foi seguindo os acontecimentos, as oportunidades, se ajustando para caber no mundo dos outros, recebendo e acolhendo ordens que não concordava, fazendo atividades que não gostava?

Neste caminho você acordou cedo, dormiu tarde, deve ter perdido muitos momentos especiais em família, talvez ganhado uma gastrite ou no mínimo algumas noites sem dormir.

Ah, se foi só isso, que feliz que você foi. Algumas pessoas perderam a família, amigos que se afastaram, outros perderam a sanidade e alguns até a vida.

E aí, em que momento você encaixotou seus sonhos, suas verdades, seus valores e talentos para viver uma carreira que não é sua?

E quanto isso impactou positiva ou negativamente na sua vida?

Se você pudesse mudar tudo, o que estaria fazendo hoje?

Em qual empresa estaria? Fazendo qual trabalho?

Como se comportaria?

Poxa, já começo a ver alguém feliz, ali, um sorriso no canto do lábio, no canto da alma.

A boa notícia é que sim, você pode.

Lembra que isso é um filme? Você, um ator. Protagonista ou vítima, é você que escolhe o papel que vai desempenhar.

E não tem roteiro. Não tem ensaio. Quando estala a claquete, o sol nasce e alguém sopra no seu ouvido: gravando!

Está nascendo um novo dia e você define o que fará com ele.

O “The End” está em suas mãos.

Texto de Lilian Sanches, originalmente publicado em www.intentus.me

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Originally published at www.intentus.me on February 24, 2017.

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