Águas brilhantes

Seu olhar me chamou a atenção. Não trocamos muitas palavras, mas a tua energia se infiltrou na minha mente e me fez querer descobrir teus segredos. Nosso primeiro (re)encontro me confirmou mais uma vez que existe uma parada chamada “química”. Coisa de pele e espírito. Deitada na sua cama, confesso que me choquei com seu jeito de me foder forte e intenso. Foram horas de energia fluindo madrugada adentro. Já de manhã, sob a luz tímida do sol entrando por entre as persianas, teus olhos azuis me magnetizaram e passei mais tempo ainda mergulhada nestes portais da tua alma. Em silêncio, porque eles já diziam tudo. Eu não demorei pra voltar. Pouco mais de 24 horas depois, eu já estava nos teus lençóis novamente. E de novo, e de novo. A atração entre os corpos falou mais alto que meus planos racionais de não me envolver com ninguém. Aliás, envolvimento define. Quase que completamente envolvida pelos teus encantos. Você diz que me ama, eu me retraio. Você me toca, eu me derreto. Você me beija, eu esmoreço. Você passa as mãos pela minha cintura, eu liquefaço. Sobe pela coluna, tocando levemente teus lábios nos meus. Me aperta com força, eu me entrego. Me deita na cama e abre minhas pernas, aperta minhas coxas, pressiona meu sexo. Já era. Ali, naquele momento, sou sua. Viramos águas brilhantes de cachoeiras mágicas. Eu vou das certezas à confusão. Tua luz é capaz de ofuscar minhas visões de mundo. Eu me perdi nos labirintos da tua íris, nas sensações do teu toque e nas tuas palavras de amor e paixão. E eu não sei mais o que quero… Tu me deixa meio desnorteada. Às vezes, eu quero ir embora, mas teu calor me atrai. Teu corpo, tua pele. Teus olhos, principalmente. Me desviam do foco e me fazem voltar à tua cama muito mais vezes do que planejei. Planos. Me pego fazendo planos. De ficar. De fugir. De casar. De desistir ou resistir. Eu não sei mais o que quero e nem o que sinto por ti.

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