Da desordem e da felicidade

Sou grata por tudo que tenho. Tenho mil privilégios, até no sofrimento.
Mas, simplesmente não consigo ser feliz quando há tanta desordem. Sim, eu tenho uma família. Sim, eu tenho moradia, abrigo e colo. Sim, eu tenho meu estômago cheio e satisfeito e o paladar... Mas há tanta desordem. 
Não posso me permitir ser feliz quando bombas caem em nome do sagrado em outro hemisfério. Quando meninas choram suas inocências roubadas. Quando mães enterram seus filhos, soldados de uma guerra perdida e de cor definida. Sim, eu sou grata... Mas não, não aceito a felicidade enquanto for só minha e dos meus.

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