¿Tienes algún miedo?

(Pinterest)

Hoje me perguntaram do que eu tinha medo, eu já sabia a resposta (porque tinha pensado nisso há um tempo atrás) e disse que não tinha medo de nada, porque não tinha nada a perder ou a ganhar.
Eu tenho sim algum medo — muitos, na verdade — tantos que eu tenho medo até de pensar neles.

Medo de ficar só, medo de errar, medo de dar tão certo que pareça mentira. Medo da decepção, medo da rejeição, medo do irreparável.

Medo das minhas consequências, medo do desconhecido, medo de deixar alguém novo mergulhar em mim, medo de remover a rede do limite que impede a passagem para o mar aberto (do meu, do seu e de outros mares), medo de querer alguém, medo do abraço que vira casa, medo do confronto, medo de mim mesma por não querer sentir o medo e sair sem limites por aí.

Até parar e pensar sobre isso, não fazia ideia do quanto tenho que enfrentar e descobrir. Foi durante aqueles minutos em que não dissemos nada um para o outro, e eu apenas te olhava, que vi o quanto sou — somos — capazes de descobrir o que ainda não sabemos sobre nós, que podemos dar o melhor remédio para o medo deixar de ser medo. E o segredo sempre esteve comigo, só precisei olhar o que refletia de mim mesma nos teus olhos.

L.

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