Dia Internacional de Ação pela Igualdade de Gênero — Façamos a nossa parte concretamente!

Neste Dia Internacional de Ação pela Igualdade de Gênero (06 de setembro), aproveito para, além de prestar a minha homenagem e reverência a todas as mulheres, compartilhar as minhas impressões sobre o Fórum dos Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs 2018), promovido pela ONU Mulheres que tive a honra de participar nos dias 29 e 30 de agosto deste ano.

Uma das palavras mais citadas no WEPs foi “complementariedade”, que na minha interpretação significa que para pensarmos num mundo mais equânime com relação a oportunidades para mulheres e homens devemos, prioritariamente, somar forças e multiplicar esforços no sentido de acelerar as iniciativas e ações afirmativas que promovam a equidade de gênero, principalmente no mercado de trabalho, já que as mulheres ganham em média 76% dos salários dos homens, mesmo tendo — disparado — mais escolaridade e cursos de especialização!

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a desigualdade entre homens e mulheres também ocorre por conta da discriminação advinda da necessidade de muitas mulheres interromperem a carreira profissional por conta de outras responsabilidades, como por exemplo, cuidar dos filhos enquanto o homem continua trabalhando, temas amplamente discutidos no WEPs 2018. Além disso, mulheres trabalham em média 7,5 horas a mais que os homens (a chamada dupla jornada), por conta das atividades não remuneradas, que incluem o cuidado com os filhos e os trabalhos domésticos.

Este cenário pouco mudou nos últimos 20 ANOS! Por isso que pensar em complementariedade, na minha opinião, significa pisar no acelerador e tocar na ferida principal, OS PRIVILÉGIOS DOS HOMENS. Assunto que provoca incomodo e desdém da maioria da “homarada”. Andar na rua com medo de ser assaltado (a) é um fato nos dias de hoje, mas para as mulheres se agrava pelo medo de também ser violentada e ainda levar a culpa (cultura do estupro). Ou então, pela ditadura da beleza e do patriarcado (juntos), que determinam que as mulheres devem estar sempre lindas, cheirosas, arrumadas e “disponíveis” para o sexo.

Do lado esquerdo, Isabel Plá, Ministra da Mulher e Igualdade de Gênero do Chile no Fórum WEPs 2018.

No WEPs 2018 foram apresentados estudos e pesquisas consistentes que escancaram o triste fato de que as mulheres, no ritmo que estamos, só terão igualdade de oportunidades, na sociedade como um todo, lá pelos idos de 2095! Isso significa que a complementariedade deve-se fazer presente mais do que nunca para não nos acomodarmos e pensar que “as coisas estão mudando”. Estão, mas ainda de maneira muito tímida.

Tal qual o significado do dia de hoje, devemos AGIR efetivamente pela equidade de gênero. A palavra é essa: AÇÃO. Algo que vi concretamente no Fórum dos Princípios de Empoderamento das Mulheres deste ano. Mulheres e “alguns homens” agindo concretamente na direção de um mundo mais justo e equânime para todas e todos. Sou um entusiasta e aliado do feminismo, que não é contra os homens, mas sim, contra as desigualdades dessa relação. Ao contrário do machismo, que prega uma falsa “superioridade” dos homens com relação às mulheres. Façamos a nossa parte, concretamente!

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Por equidade, diversidade e inclusão nas empresas.

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