Mãe,

Hoje foi o primeiro dias das mães sem você, sem a flor que comprava para a Bel me acordar e neste dia, era um dos únicos do ano, que permitia ganhar um abraço meu.

Esta semana andei pensando muito em como as coisas eram quando você ainda estava aqui, você nunca foi muito de afeto, de carinho e de dar atenção, mas conseguir lembrar as pequenas e sutis situações em que demostrava, deu saudades.

Já perdi as contas de quantas vezes eu segurei o choro hoje e das vezes que me permitir chorar, mesmo não tento o afeto materno, o dia de hoje tá me afetando mais do que imaginava.

Uma das minhas lembranças do FB foi eu falando a minha vontade de viajar sozinha e lembrei que isso herdei de você, a vontade de viver, de sair pra conhecer o mundo com uma mochila nas costas, toda esta coragem veio apenas de você, que me criou pro mundo e pra ser dele.

Você que me apoiava em todas minhas loucuras, que não achava estranho em sair sozinha e me curti, que sempre me deixou ser livre e me falava que eu não precisava de ninguem além de mim, e esta foi a melhor herança que me deixou.

Nós não éramos de mostrar afeto uma para outra, mas hoje eu me permito:

Eu te amo, mãe!

Espero que tenha encontrado os anjos de luz e que já esteja em paz, a gente se encontra!

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