Supernova

Era tarde da noite no Egito

Quando, às margens do Rio, Sirius surgiu.

Pouco antes do nascer do sol,

Brilhando intensamente.

Rútilos raios

Fundiam as cinzas daquela quarta-feira,

Conduzidas por um suave zéfiro.

Inundou-se o Nilo.

Atravessando o Saara,

Encontraram abrigo

E, protegendo-se de si,

Tornaram-se amigos.

Sirius se questionava.

Sabia que não brilharia para sempre.

Estrelas nascem,

Estrelas morrem.

No ínterim,

Porém, há vida.

E viveram.

E sorriram.

E choraram.

E amaram.

E despediu-se.

Sirius rutilou,

Taciturna e bela.

Supernova.

Por um breve instante,

a noite amanheceu

E registraram-se os traços.

E fez-se o breu.

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