Os fiscais estão por aí. E eles são muitos.

Lipe Basilio
Aug 22, 2017 · 3 min read

Não é impressionante como tudo que a gente faz hoje em dia é fiscalizado? Sim. Fiscalizado.

Temos os fiscais do IMC. Esses fazem a maravilhosa função de um nutricionista e estão por todos os lados. Na cozinha da sua casa, no churrasco dos amigos e até nos restaurantes que você costuma frequentar. É muito, muito perigoso deglutir qualquer coisa perto dessa pessoa. Imediatamente você receberá o resultado de um exame cardiovascular dizendo que suas coronárias estão comprometidas pra sempre.

Temos o fiscal de redes sociais, que tira tantas conclusões através das nossas postagens que ele seria capaz até de montar a nossa árvore genealógica. Basta uma foto para ele concluir quem somos, o que fazemos e de onde viemos.

Temos os fiscais de conta corrente. Aquelas pessoas que vivem comentando (geralmente, não com você) sobre seus gastos e até sobre como você mantém seu estilo de vida tendo certo tipo de trabalho e ganhando x dinheiros.

Temos os fiscais de relacionamento. Esses são os mais observadores. Eles gastam um tempo absurdo observando você e a pessoa com quem você se relaciona só pra tirar conclusões como “vão casar” e até mesmo “não vai durar”. Os que se dedicam mais comentam até a data de nascimento de um filho imaginário (ou a data da adoção).

Temos os fiscais de cu, mais conhecidos como homofóbicos. Esses salivam enquanto esperam um novo casal gay pra concluir se aquilo é safadeza ou apenas uma fase.

Temos os fiscais do IMC. Esses fazem a maravilhosa função de uma nutricionista e estão por todos os lados. Na cozinha da sua casa, no churrasco dos amigos e até nos restaurantes que você costuma frequentar. É muito, muito perigoso deglutir qualquer coisa perto dessa pessoa. Imediatamente você receberá o resultado de um exame cardiovascular, dizendo que suas coronárias estão comprometidas pra sempre.

Temos os fiscais de profissão. Aquele cara que adora falar “eu acho que você deveria trabalhar com isso”. Mas, essa pessoa um dia se preocupou em pagar o boleto da sua faculdade ou do seu curso de manicure? Isso mesmo. Não.

Temos os fiscais da moral. Fizeram a escola Perpétua de especialização (se você não sabe quem é Perpétua, tá passando Tieta no Viva. Corre!). Eles é que dizem se dar pra alguém casado é bom ou ruim, se você foi uma piranha porque transou no primeiro encontro e até se você é vulgar porque dançou no meio de todo mundo depois de tomar um porre.

Temos os fiscais piedosos. Esses são os mais genéricos. Eles vivem pra analisar aspectos da sua vida e a conclusão é sempre a mesma: tadinho. Coitado. Coitadinho.

E quem são eles? Sou eu. É você. É a vizinha fofoqueira e sua melhor amiga também.

Podem me chamar de hipócrita tentando me achar a melhor pessoa do mundo, mas…confesso que é muito bom chegar a o conclusão de que a gente fiscaliza demais tudo e todos enquanto tem bastante merda pra limpar na própria privada. Sigo tentando ser menos fiscal e mais magro. Acho que evolui pra vigilante do peso, apenas.

Trabalhar pra respeitar mais o estilo de vida, as escolhas e qualquer outra coisa que os outros fazem é bom. Acaba sobrando tempo pra procurar feira de alimentos orgânicos com preço justo, até. Vou continuar tentando porque anda me fazendo um bem danado!

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