Poeta sem borracha

Um erro
Dois erros
Três erros
As vezes erro mais do que escrevo
Mas em exceções, por um lampejo de sorte no errar, acerto
Faz parte da minha arte errar
Por ironia do destino, hoje não tenho borracha
Não tenho corretivo
Só a vontade de apagar
E aqui faço a minha melhor dedução:
A vida é uma poesia escrita por vários poetas
Cada um absorve e descreve de maneira singular, individual
O que carregam em comum, é na verdade o que não carregam
Uma forma de apagar…
No fim isso não faz tanta diferença
Por que as vezes, por um lampejo de sorte
Acertamos em errar.