INVEJA

Toda injusta agressão deveria ter além de um direito de legitima defesa do agredido, uma análise profunda dos fatores que levaram ao agressor executar o ato em questão.
Nem mil relatos de amigos e colegas são capazes de trazer a decepção que é observar a inveja sendo exalada pelos poros de um indivíduo, tal qual um veneno que ao mesmo tempo em que faz mal à sua vítima, entorpece o falador, que como uma metralhadora de maldade agride o próximo e também a si mesmo, causando prejuízos a sua reputação e a sua própria autoestima.

O invejoso não fala de si, se esconde em defeitos alheios, sendo eles inventados ou não, ele não tem o que falar de si, simplesmente toda a maldade proferida volta para ele em doses homeopáticas, insuficientes para destruir, mas perfeitamente capazes de preservar seu fracasso.
Seu estado miserável não é passageiro, não é temporário, é latente e despertado pelo sucesso alheio, começou na infância com os brinquedos, maturou na adolescência com esportes ou com as namoradas e na idade adulta esta no auge.

Tenho pena dos invejosos, existindo ou não vida após a morte, o invejoso vive o inferno, mas até o diabo lhe dá migalhas, sofrem de pouquinho em pouquinho.