Capitão Fantástico e o que nos ensinaram

Se você ainda não assistiu o filme Capitão Fantástico não imagina o que está perdendo.O filme tem um conteúdo rico, com temas fundamentais para nossa formação enquanto cidadãos que tem direitos e deveres a cumprir. O Longa trata de temas como educação, ideologias e o papel dos pais na formação social.

Com certeza em algum momento da vida você tomou uma decisão porque seus pais lhe conduziram a uma conclusão sobre determinada situação, ou você deixou de defender algo por medo de repressão de conhecidos e desconhecidos.

Então, é justamente esses fatores que o diretor Matt Ross inseriu nas cenas. Com uma pitada de humor inteligente e vários conceitos históricos, somos direcionados para uma reflexão sociocultural e aquilo que nos ensinaram sobre vivência na sociedade.

Tive a oportunidade de assistir o filme devido a um podcast incrível que conheci, o Cinem(ação). A propósito super indico esse podcast que possui um rica discussão sobre o cenário da sétima arte.

Sem Spoilers

No início do filme temos a sensação que a história gira entorno de uma propaganda do comunismo, porém, aos poucos podemos observar que o intuito é levar o espectador a questionar a construção dos seus ideais em uma sociedade que insiste em ditar o que devemos fazer desde o momento em que nascemos.

“Marxistas podem ser tão genocidas quanto capitalistas” , essa é a frase emblemática que solidifica o primeiro ato de Capitão Fantástico. O discurso do personagem Ben, evoca o objetivo do filme que é argumentar sobre como somos levados a uma resposta sobre o que fazer, sem muitas vezes ter a oportunidade de expor o que realmente pensamos.

Bom, depois desta breve conversa, espero que você sinta aquela vontade de fazer pipoca, pegar seu cobertor e ir se deliciar com esse filme repleto de aprendizado.

Eu particularmente, gosto desses porque carregam questionamentos sobre o meio social,buscando reeducar nossa mente sobre aquilo que nos ensinaram e o que realmente queremos fazer, para no fim dizermos com convicção o que realmente importa : Eu vivi pelos meus ideais!