das coisas que quis dizer e não disse

Nada incomoda mais que encontrar objetivos não cumpridos estabelecidos em um tempo passado. Nem mesmo a caligrafia torta de quem se desabituou a escrever com papel e caneta. Encontrar uma folha ou qualquer arquivo com uma lista repleta de esperanças para o ano que está por vir, com desejos e sonhos, e perceber que praticamente nada foi cumprido ou o que foi, tornou-se irrelevante, é arrebatador.

Acompanha o gosto amargo daquele café que esfriou, daquele cigarro que ficou intragável porque seu peito estava tomado por aquelas palavras não ditas, sem espaço sequer para fumaça. Não cumprir com o que idealizamos nos traz uma sensação de impotência: se não somos capazes de realizar nossos objetivos em 365 dias, de quê somos, afinal?

Quantas meias palavras, quantas coisas que quis dizer e não disse. Porque faltou empenho. Faltou vocabulário da pilha de livros que planejei ler e não li. Faltou a quantidade certa de interesse para que eu me mantivesse firme nas minhas opiniões e objetivos. E falta muita coisa.

E continuar fazendo o de sempre não vai preencher meus vazios.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.