tagarelices autocríticas pelas quais eu parei de me desculpar
A comparação é a grande praga do mundo pós-moderno. É necessário desmistificar o plástico mundo virtual, que molda a autoestima de seus participantes, fazendo com que os mesmos comparem tanto suas aparências quanto suas personalidades.
Tua capacidade de criação não te satisfaz senão comparada à capacidade de outro, disponível na rede para que milhares de espectadores escolham seu preferido e, com isso, o concedam o poder da fama – mesmo que efêmera.
A Internet não é democrática. A ideia de que ela tornou as relações e oportunidades mais simples e acessíveis é mera ilusão.
Aquele que participa da rede alimenta essa liquidez de Bauman com sua baixa autoestima, seu desligamento da realidade e sua dependência de reconhecimento virtual.
A ideia da fama nunca foi tão necessária à rotina desses dependentes. A falta de interação real entre os indivíduos vem gerando um isolamento tratado por diagnósticos psiquiátricos e tarjas pretas.
Ignoram a evolução histórica do Homem: não existe sobrevivência da raça humana sem socialização.
Nos tornamos uma geração de falsos poetas que romantizam doenças e drogas por moda. Aborrecentes que assistiam Skins quando chegavam da escola.
Dura e necessária autocrítica a nós que escrevemos na hipócrita esperança que outro se encontre em nossas palavras. Queremos fama. Prestígio.
Conhece-te a ti mesmo.
