E se…

E se de repente não houvesse mais dor? Se numa fração de segundos você enxergasse o seu pior pesadelo como algo que não pudesse mais te causar medo? 
E se não houvesse mais arrependimento? Como se uma força propulsora te pusesse no centro do seu próprio eixo, te fazendo acreditar que o caminho está pronto, basta segui-lo.
E se não houvesse mais dúvida? Que apesar de tudo, nós somos seres amados e blindados, por algo tão superior que a nossa “pequenez” não pode entender.
E se nós acreditássemos? Com força, com determinação, com a convicção de que nós somos viventes e todos os dias a gente tem o poder de decidir, várias vezes no dia, sobre várias coisas.
E se parássemos de pensar? E passássemos a querer, a fazer, a agir… Como um vetor modificador do nosso próprio destino, expurgando as nossas limitações e inseguranças, assumindo o controle sobre a nossa própria existência.
E se a gente trocasse cada lágrima por um pensamento bom? Como se a felicidade fosse a nossa real missão;
E se começássemos a enxergar a nossa busca numa esfera maior, mais dinâmica, como seres proativos que usam muito mais o seu próprio potencial, que veem e incorporam as suas conquistas ou até mesmo a vontade delas?
E se a gente decidisse mesmo ser feliz? Com a responsabilidade de buscar a felicidade em nós mesmos, sem olhar para o outro, para o passado ou para futuro, olhar apenas para a generosidade e a grandiosidade que carregamos, nutrindo a nossa alma de esperança, o nosso coração de brandura e a nossa mente de paz…
E se num momento de silêncio tudo fizesse sentido? A música, as memórias, a distância, as perdas, a dor…
Seria possível? É possível não haver dor, arrependimento, dúvida, lágrima?
É possível seguir acreditando que nós somos as nossas escolhas? 
Para ser feliz basta querer? Basta crescer?
Viver a catarse como um sonho, em que você acorda e finalmente, não mais que de repente, tudo está bem.
E se conseguíssemos?

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