Maré de palavras

Escreve. Digita. Deleta. Reverbera.

Maré de palavras. Ondas de verbos.

Paroxítonas batem em meu rosto.

Crases fazem sombra no sol escaldante dos acentos.

É quando a noite vem que percebo as reticências.

Dedos calejados. Silêncio.

Seria o ponto final?

O dia amanhece. Viro a página. Novo texto. Nova manhã.

A esperança tem cara de poesia.