Máscara de ser feliz

Sobre ser ou não ser, sempre essa questão

Fonte: Pixebay

Acorda! Levanta, vai ao banheiro, toma um banho, veste uma roupa e já coloca a sua máscara social. É, aquela máscara que faz você estampar sorrisos, concordar com os que mandam, seguir rotinas e se encaixar em padrões impostos.

Quem você seria se não seguisse o que o outro quer que você seja?

Você gosta de dançar, mas precisa se conter em público. Gosta de falar enquanto mastiga, não gosta de perder momentos, mas a boa educação não permite. Ama alguém mas não pode dizer isso porque torna tudo muito estranho. Não gosta de estudar, mas precisa entrar numa faculdade e sair de lá com um diploma para ostentar. Curte um bom vinho, um bom papo, um bom filme, uma boa transa, mas não pode sugerir isso se for mulher, pega mal.

Se as pessoas conhecessem quem você é ou gostaria de ser, elas continuariam na sua vida?

Você não pode abraçar muito forte seus amigos senão os pares acharão íntimo demais. Ora, quem seria íntimo do seu a . m . i . g . o ? Você não pode falar palavão porque é rude demais. Você não pode usar a mesma roupa, ainda que cheirosa ou lavada senão vão achar que você só tem essa. Não tira a calcinha da bunda! Fica com ela te incomodando até encontrar um local discreto! Não pinta seu cabelo de azul se você não for mais criança! E não pinta o cabelo se for criança, isso é coisa de adulto!

Você é o que você queria ser há 10 anos atrás? 15? Você imaginou que ser adulto era viver feito um robô?

Seja você… mas não seja tanto. Seja feliz… mas esse exagero deve ser doença. Ame… mas não precisa de tanta declaração, tanto grude, tanto afeto. Seja, mas seja menos! Seja mínimo! Vista sua máscara, reduza esse excesso de ser, encaixe-se na pequeneza que esse mundo é.

Pronto. Agora você já pode viver.

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