Inspirar a mudança

Meu nome é Lívia Amaral Sobroza, tenho 25 anos e nasci em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Aos 19 anos vim morar em Brasília para fazer cursinho, meu objetivo era entrar em uma faculdade federal, fora do MS. Em 2014, entrei para UnB — Universidade de Brasília, para o curso de Comunicação Social, com habilitação em Comunicação Organizacional.

Eu e a minha família

Na faculdade, fiz parte de um grupo de pesquisa sobre transparência no Governo do DF, por causa da minha atuação como voluntária, fui convidada a enviar um projeto de pesquisa para o CNPq, fui aceita como bolsista de PibIC (Programa de Iniciação Científica). O projeto de pesquisa me ajudou a desenvolver habilidades como persistência e proatividade, além da oportunidade de apresentar o meu trabalho em congressos e ter o feedback de outras pessoas com conhecimento na área.

No final da faculdade, utilizei o mesmo tema para aprofundar a pesquisa no meu trabalho de conclusão de curso, analisando a transparência, o acesso à informação e a comunicação dentro dos portais ministeriais do executivo. O trabalho foi avaliado com nota máxima, principalmente por ter criado uma metodologia de avaliação nova, recebi convites para transformá-lo em livro e enviar os resultados da pesquisa para os órgãos mencionados. Três meses depois fui convidada para dar uma palestra sobre o tema na universidade, contar sobre a minha trajetória como aluna e motivar os alunos a procurarem o seu lugar na profissão. Foi uma grande conquista, uma validação de tudo que fiz como aluna, um reconhecimento do meu esforço e essa troca com os alunos foi interessante, poder inspirar outras pessoas com o meu trabalho.

Apresentação do TCC com a banca e a minha orientadora

Avaliando os aprendizados e pensando no que faria diferente na graduação, hoje, com maior amadurecimento, teria me aplicado para apresentar o meu trabalho em mais congressos, essa oportunidade ampliaria o meu conhecimento, e aprimoraria a minha capacidade de apresentação; consideraria ter feito um intercâmbio entre faculdades, na época só pensei que poderia atrasar a minha graduação, mas penso que seria uma experiência excelente como aluna e profissional.

Em 2016, fiz um intercâmbio de três meses em Dublin para melhorar meu inglês. Morei em residência estudantil e foi sem dúvidas a melhor experiência que já tive. Dividir a casa com pessoas de diferentes nacionalidades e costumes, da França, Turquia e Espanha, foi incrível e muito divertido. Eu subi 3 níveis de inglês, aprendi muito, mas acima de tudo foi uma jornada de autoconhecimento e experimentação, me fez perceber a minha capacidade de adaptação e de gostar muito do “novo”.

Em Dublin com os meus flatemates

As pessoas que são próximas me conhecem por ser determinada e detalhista. Determinada por perseguir meu sonho de estudar fora do meu estado, mesmo tendo passado em uma faculdade pública na minha cidade. Escolhi sair de casa, fazer faculdade fora, porque queria conhecer outro estado e pessoas de outras culturas, o que me abriria mais oportunidades. Quando fiz o intercâmbio, fui sozinha, juntei uma parte do dinheiro com a bolsa da iniciação científica e vendi brownie na faculdade para conhecer outros países e cidades. Acredito que ser detalhista, me marca por querer sempre garantir que tudo seja feito da melhor forma possível, eu costumo planejar e pensar em detalhes que possam ser o diferencial para atingir o resultado desejável, pensando em alternativas e soluções. Em alguns momentos, o ser detalhista me prejudicou por criar ansiedade e esperar atingir o perfeito, mas recebendo o feedback de outras pessoas e exercitando o pensamento autocrítico, foi possível tornar essa característica mais leve e um guia para fazer o melhor.

Faço ballet desde os 3 anos, desenvolvi algumas habilidades como concentração, disciplina, confiança e persistência. A dança faz parte da minha personalidade e é uma forma de expressão, quando comecei era muito tímida e hoje, é um momento de relaxamento e mudança de foco durante a semana. Além da dança, eu me interesso por marketing social, e histórias inspiradoras, os livros e filmes que assisto são sobre pessoas que conseguiram mudar a sociedade com atitudes inspiradoras. Faço desde os 10 anos trabalho social com crianças e acredito que posso fazer diferença na vida de outra pessoa e também ser transformada nessa troca. É importante para mim que o meu trabalho esteja ligado a um bem maior, mesmo que dentro de uma empresa comercial.

Com as Crianças da ONG Casa do Pequeno Polegar

Passei por algumas empresas como estagiária e percebi que gosto de ser desafiada, quando as possibilidades de crescimento acabam, eu começo a buscar algo novo. Procuro um lugar onde eu possa me desenvolver com um propósito e me tornar uma líder inspiradora. A história da J&J foi um objeto de estudo em Branding e me identifico com a cultura organizacional da empresa, é fundamental para mim estar em uma empresa que respeite o trabalhador e reconheça a individualidade de cada um. O processo de trainee da J&J, me oferece a oportunidade de mudança de cenário, com garantia de crescimento profissional e desafios, para chegar no meu objetivo final de ser reconhecida por gerar impacto positivo na vida de outras pessoas.

Meu propósito, como dito anteriormente, é inspirar outras pessoas, tanto dentro do ambiente de trabalho, quanto fora. Quero ser lembrada por colocar em prática a mudança, empoderar as pessoas a minha volta, principalmente as mulheres, lembrando que tudo é possível. Espero, também, ser aquela avó cheia de histórias divertidas sobre viagens pelo mundo, que conhece diversas culturas, com a casa lotada de fotos com amigos e a família, e uma biblioteca incrível.