A vida é.

Eu nunca conseguirei desenvolver todas as ideias que me surgem de supetão quando me faltam caneta e papel a mão.

Dificilmente conseguirei vê todos os filmes que me indicam como indispensáveis, nem tampouco poderei saber da existência de músicas que mudariam as minhas perspectivas com relação a vida.

Não poderei saber sobre todas as séries geniais, divisoras de momentos e incrivelmente sensacionais.

Não terei tempo suficiente para ler todos os livros da minha lista, que por vezes se apresenta infinita aos meus olhos, ou poderei opinar criticamente sobre os artigos mais lidos da semana.

Também não conseguirei estudar o quanto deveria.

Não saberei como aprimorar o meu tempo, dormir menos, aproveitar mais.

Não aprenderei a como confortar pessoas em situações conflituosas ou mesmo a me confortar em dados momentos.

Muitas vezes olharei no espelho sem me reconhecer, a mim e aos que me cercam.

Não raramente continuarei vestindo o impossível de sonhos e acreditarei até que todas as minhas forças tenham esgotado.

Mas sei que frequentemente desistirei de tudo, que o medo irá me encontrar e que eu terei que inventar novas formas de caminhar, ainda que a vida me assuste acontecendo sem me pedir permissão, por mais que o tempo corra, sem esperar por ninguém.

Frente a todas essas incapacidades, temo que só me restará compreender que a vida simplesmente é.

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