Sobre aquele feixe de luz que ilumina meu quarto às três da tarde de um sábado

Se você fosse luz, seria luz de inverno.

Daquelas que entra penetrando devagar…

Quietinho,

sem dizer nada.

Entra sem bater na porta, sem pedir licença,

Esquentando minha cama,

abrindo um espaço no meu coração.

Vem, pode entrar

tem espaço nesse universo

ilumina essas noites largas

faz desse canto vazio, meu lar.