Das minhas observações sobre uma simpática cidade do interior de Sergipe

2. Uma tentativa de cordel e de homenagem ao São João nordestino

Bandeirinhas coloridas

Um ônibus barulhento

Cantando aquele forró

De todos os tempos

De hoje e de 20 anos atrás

Ô menino, é bom de mais

É de sentir no ar

Tanta animação

Ô menino, é de festejar

É São João

E tempo junino, você sabe,

Pra quem é nordestino

É outra história

É felicidade que não cabe

É cor, cheiro, som

É gosto

É memória

Fui na festa da cidade

Do interior do meu Estado

E logo quando cheguei,

Vi tudo muito enfeitado

Barraquinhas pra todo canto

Comida barata e boa

Como que por encanto

Ganhei uma fome de leoa

Comi pastel, carne do sol

Coquetel, caldinho

Enfim, fui logo pedindo

Ainda tracei uma caipirinha

Que eu não sou besta

E não tava dirigindo

Teve espada raivosa

Faiscando pelo chão

Era fogo e fumaça

Iluminando a escuridão

E eu com medo

Achando massa

Achando legal

Mas com medo sim

Que eu sou da capital

E nunca tinha visto

Uma festa assim

Mas não se avexe

E nem se apresse

Sem estresse, seu moço

Que eu guardei mesmo

O melhor pro final

Voando no céu

Flutuando no ar

Veio um barco

À escuridão iluminar

Brilhando

Piscando

Voando

A embarcação colorida

Ainda fez a curva

Com seu manto

De magia e fumaça

Um espetáculo e tanto

Um espetáculo que não passa

Que a gente fica lembrando

Sonhando com aquelas cores

Com aquele barco corajoso

Ganhando a noite

Ganhando o povo

Ê festa bonita da pé

Que não se acabe não

É festa de interior

É festa de São João

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