A tua cabeça

Não são teus olhos, nem teus seios. Não são tuas pernas, nem teus braços. Não é nem a tua boca, ou tuas mãos. Muito menos teu cabelo ou tuas costas. Não é a tua voz, nem teu jeito de andar ou o teu sorriso.

Definitivamente, não é o nosso sexo, nem mesmo as horas (que não são poucas) que passamos ao telefone.

Não são os dez anos.

Não é o prazer que sinto em apenas poder te dar um abraço e sentir teu cheiro.

É a tua cabeça, o teu coração.

O teu amor.

O meu amor.

O nosso amor.

É o que me move. É o que me causa ansiedade no minuto seguinte depois que encerramos uma ligação ou nos despedimos em uma esquina qualquer.

É do que preciso saber enquanto a distância, as férias da tua pessoa, as férias da minha pessoa, planos frustrados, minhas escolhas erradas, enfim, TUDO insiste em nos deixar longe um do outro.

E… ‘Pra sempre’ não é nenhum exagero quando penso em você. E, sem dúvida, é uma expressão que cai como uma luva quando tento medir o quanto de amor tem pra ti, aqui. E sempre vai ter.