Invisível

Existem diálogos invisíveis.

Aqueles que travamos na nossa cabeça, talvez para organizar algo, talvez para esquecer sem peso.

Em alguns momentos a imagem de uma pessoa parece brilhar na cabeça, como uma anunciação “é ela que vai me ajudar”. Em outros é só o vazio.

É que sentimentos são mais completos que palavras, ainda assim, cada um tem seu próprio dialeto.

Me pergunto o porquê e pareço abrir uma caixa de pandora de coisas que nem tem sentido. E talvez não tenham. As vezes de tanto amar e querer importar acabamos criando monstros inexistentes.

E aqui organizo e reorganizo minhas ideias, falando com alter egos invisíveis chego à respostas sem pergunta. Me esqueço no meio de como fui parar ali enquanto olho o gato pular de um muro para o chão, do chão para uma porta, e me pergunto se ele mora ali ou está só de visita.

Por isso gosto dos diálogos invisíveis, da palavra contida, e não é como se me escondesse, é porque assim consigo, de fato, ser.

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