Não estou depressiva

“Não desejo mais ser feliz, e sim apenas estar consciente”. Passeando ontem pelo instagram (eu saio dele, mas ele não sai de mim), me deparei com esse dito do Albert Camus.

Não poderia me identificar mais com o primeiro período dessa coragem em forma de frase. Eu não quero ser feliz, é verdade, mas não por razões masoquistas, e sim simplesmente porque o conceito de felicidade é inatingível, nesse mundo.

Você pensa que as pessoas que se suicidaram eram menos felizes que você? Talvez você tenha passado até por mais experiências traumáticas do que ela. Mas o que faz você permanecer vivo? Com certeza não é a felicidade.

Afirmo isso com tanta certeza porque sei que o que faz você suportar esse mundo são seus sonhos, o amor, o bem-estar que você sente ao fazer seu programa favorito. Mas, principalmente, os sonhos.

Isso se chama esperança, não felicidade. Esperança principalmente de que um dia você vai ser feliz. Enquanto você tiver desejos, você está vivo, ou seja, você é infeliz. Desejos esses que se traduzem em experiências ou coisas que você julga que seria mais feliz se tivesse. Mas é impossível ser “mais” feliz, porque esse sentimento vem em completude, sem meio-termos.

Não que já tenha sentido, mas essa é a minha máxima, meu conceito de felicidade. Não desejo mais ser feliz, e sim ter bom humor pra suportar o dia-a-dia, e fé (esperança), porque nada nesse mundo conseguiria me fazer feliz nem se eu quisesse.

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