penúltimo de agosto

.não existe espaço entre os meus músculos

para os amores que não amam meus amores

esses homens que não amam os homens da minha vida

e se esculpem em criaturas incapazes de gozar

às entidades poéticas anos-luz nas

mitologias nefastas abrigadas no tutano do século vinte

gênios universais da sífilis boêmia

degenerados românticos tão literais que beiram a didática

meus famigerados filhos da puta mais bonita de Santa Cecília aliás

por que não mais ainda as mulheres monumentais

os amores literarizados na minha lascividade sidérea

regurgitam minha solidão no cu da andrômeda

cento e dez mil anos luz

anexos à minha coluna verbal

ocupando tanto espaço que os homens

que se recusam à valentia de dar o cu aos poetas de meu altar

tremem como vermes retorcidos pelo medo.

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