Bodão

Já se aproximava o momento crítico da noite. Então, era a gordinha ou nada. Além do mais, pra minha bebice, ela já tava ficando delicinha. Digamos que um pouco acima do peso, mas uma simpatia. E tava a fim.

Saímos juntos. Logo estávamos atracados sobre uma cama num motel ali pros lados de Santo André. Entre gemidos e sussurros, eu metia com vontade. Pá, pá, pá. E já me aproximava do momento quando ela, acho que percebendo, pegou o meu rosto entre suas duas mãos e, mesmo à meia luz, me olhou nos olhos e disse:

- Bodão…

- Hum.

- Tá ligado que cê não tá me comendo, né?